Hotelaria gaúcha faz balanço e aposta na criatividade

Em entrevista ao demalaecuia.net o presidente do Sindicato Intermunicipal de Hotelaria do Rio Grande do Sul, Manuel Suarez, faz um balanço de 2015 e trata das expectativas para o ano, num período de baixo crescimento econômico.

Como foi o ano para a hotelaria do Rio Grande do Sul?

No Rio Grande do Sul houve um decréscimo de 20% no número de room nights vendidas nas regiões de nossas representadas; e a diminuição de 3% em valores absolutos de diárias médias. Mas nas cidades que dependem muito da agricultura, a redução não foi tão acentuada. No entanto, a queda do turismo corporativo e de negócios afetou diretamente Porto Alegre, Canoas e Região Metropolitana.

Quais as alternativas para o aumento da taxa de ocupação?

A primeira alternativa é manter o preço das tarifas. A segunda, seria a busca de substitutos para o fluxo tradicional com a captação de eventos culturais, corporativos e religiosos. Todas as manifestações são importantes. É preciso que os hoteleiros fiquem atentos e auxiliem na organização para, assim, conseguir trazer o maior número de turistas possível.

Quais as perspectivas do setor para 2016 num ano em que teremos baixo crescimento econômico?

Nós sabemos que será um ano de dificuldades, e precisamos buscar alternativas. Uma solução é diversificar os canais de venda, fazendo a comercialização por meio de portais ou operadoras. É preciso ter volume de room nights e manter o faturamento estável. Em termos de gestão, a saída é reduzir os custos de operação. Isto passa pela otimização, mas sem afetar a qualidade dos serviços oferecidos. Vai ser um desafio muito grande, mas acredito que com muita criatividade e trabalho será possível amenizar os problemas.

Afinal, quando o turismo será indutor de crescimento no Rio Grande do Sul?

Nós apostamos no que já existe, que é o turismo corporativo. Mas também possuímos regiões com turismo de lazer e de compras importantes e com respostas significativas, como, por exemplo, da Uva e do Vinho, das Hortênsias, e da fronteira, com os free shops. Agora, se não tivermos uma infraestrutura adequada para atender o turista e um produto atrativo, de nada adianta termos os melhores hotéis. A iniciativa pública precisa investir em estradas de acessos e em bons guias, por exemplo. O valor aplicado em melhorias poderá voltar pelo recolhimento de impostos.

Fonte: site De Mala e Cuia


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